| Os
livros
mais lidos do mundo
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- Ilusões Perdidas,de Honoré de Balzac
Personagens tão reais quanto coisas,suas
relações com dinheiro,amor e status, a busca pela glória,o
choque das gerações,a inveja e o ciúme –
todos os sentimentos humanos são recriados por Balzac (1799-1850)
neste romance inesquecível.Respire fundo antes de entrar;é
aos poucos que Balzac vai acumulando cenas e observações
que vão ganhando sutileza e profundidade,e a figura de Lucien
de Rubempré,o talento provinciano e romântico que tenta
se afirmar em Paris,ao mesmo tempo nos expõe suas fraquezas
e mediocridades e nos causa empatia irreversível.
12 - O Vermelho e o Negro,de Stendhal
Ao lado de Ilusões Perdidas ,é
o grande romance do século 19. Mas não se assuste com
isso ou com o rótulo de "clássico"e suas mais
de 500 páginas.Deixe o ritmo de Stendhal (1783-1842)conduzi-lo,e
a recompensa virá no conhecimento de Julien Sorel,o pobre ambicioso
que quer ascender socialmente numa Paris em convulsão,mas nunca
é inteiramente "aceito"porque,dono de um objetivo
só,não pertence a grupos e desconhece seus códigos.Como
em todo grande romance,não sabemos de que lado ficar.
13 - Madame Bovary,de Gustave Flaubert
Depois de tantos romances sócio-psicológicos
majestosos como os de Balzac e Stendhal,Flaubert (1821-80)veio criar
uma nova forma de contar histórias.Em Madame Bovary ele se
ateve ao enredo tradicional,uma historinha de adultério.Mas
colocando a mulher como protagonista e pintando uma galeria de homens
patéticos,cada um a seu estilo,Flaubert reverteu a retórica
e forjou um estilo cuidadosamente despojado,que rejeita o "crescendo"e
o detalhismo.Flaubert revolucionaria a prosa de ficção
ao defender que cada história tem seu estilo e a jamais se
repetir de um livro para outro.
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- Tom Jones,de Henry Fielding
Depois da sátira moral de Jonathan Swift
em Gulliver ,o romance inglês nunca mais seria o mesmo.Agudo
e irônico como Swift,Fielding (1707-54)veio lhe retirar o moralismo
e dar um alcance social em Tom Jones ,uma trama realista que envolve
pela sensual seqüência de peripécias – amores,duelos,banquetes
– comentadas pelo narrador falívele corajoso.A riqueza
de personagens,especialmente da virtuosa Sofia,o Graal que Tom persegue,é
acentuada pelo encadeamento das ações,em vez de atenuada
em estereótipos.Um grande feito literário.
15 - Nicholas Nickleby,de Charles Dickens
Se Honoré de Balzac é o ápice
da criação de personagens na Paris da primeira metade
do século 19,Charles Dickens o é em Londres.Autor de
numerosas histórias que passaram ao imaginário ocidental
com uma força única,Dickens atingiu em Nicholas Nickleby
(1839)uma energia que não se repetiria nas obras mais maduras
e controladas,como David Copperfiel e Bleak House .Ninguém
capturou o mundo social que envolve as crianças como Dickens,o
impacto do abandono e dos maus-tratos e o sentimento de revolta que
esse impacto vai deixar para sempre.
16 - Emma,de Jane Austen
No romance inglês do século 19
algumas mulheres despontaram com uma capacidade impressionante de
observação sintética:Charlotte Brontë (Jane
Eyre ),George Eliot (Middlemarch )e Jane Austen (1775-1817).Das três,Austen
é aquilo que se acostumou a chamar de mais "feminina":
suas mulheres parecem frágeis ou impotentes em boa parte do
tempo,
mas nos momentos cruciais revelam uma força de caráter
e expressão que só se adivinhava em detalhes.Os costumes
e suas motivações – sempre em torno de casamentos
– são descritos com uma finura insubstituível.
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